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Heineken: The Boring Phone

  • Foto do escritor: Ruann Araujo
    Ruann Araujo
  • 4 de fev.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 25 de abr.



Em um mundo viciado em telas, o verdadeiro luxo é estar offline. A provocação global da Heineken foi cirúrgica: lançar o "Boring Phone" — um celular sem internet ou redes sociais — para resgatar a vida social real. O meu desafio era liderar a estratégia de PR dessa iniciativa no Brasil, transformando a ausência de tecnologia em um objeto de desejo absoluto.



A ideia precisava subverter a lógica tradicional da influência. Para isso, criei o conceito do "unboxing reverso" no press kit enviado a uma lista rigorosíssima de insiders. Em vez de ostentar inovação digital, a experiência celebrava a liberdade. Aquele aparelho "burro" se tornou um símbolo instantâneo de status e exclusividade nas mãos certas.


Para tangibilizar o discurso, usamos o contraste perfeito: lançamos a campanha no epicentro da hiperconexão, a semana do Rock in Rio. Coordenamos uma side-party em um casarão histórico em Santa Teresa, criando um oásis de desconexão. Nossa curadoria garantiu uma guest list de peso, com nomes que personificam a atitude da marca, como Giovanna Ewbank, Bruno Gagliasso, Cíntia Dicker e Pedro Scooby. O evento inteiro foi desenhado para que a experiência fosse vivida sem a mediação de lentes e stories.


A audácia da estratégia dominou as conversas. O contraste de um "telefone chato" dividindo as atenções com o maior festival do país gerou uma onda massiva de mídia espontânea em veículos de tecnologia, moda e luxo. Graças à força do seeding e do evento, o Brasil se destacou como um dos mercados de maior repercussão global da ação. Muito além de números orgânicos, cravamos o posicionamento de "Socialização Real" da Heineken e entregamos Earned Media qualificada ao pautar, de fato, um debate cultural urgente sobre saúde mental e presença digital.



 
 
 

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