Heineken 150 Anos: "H150 - Não importa como você nos chama"
- Ruann Araujo
- 14 de mar.
- 2 min de leitura
Atualizado: 25 de abr.
Comemorar 150 anos de história geralmente significa lançar campanhas institucionais grandiosas e exaltar o próprio ego. Nós fomos na direção oposta. Para celebrar o sesquicentenário global da Heineken, nosso desafio era criar um fenômeno de conversação genuinamente brasileiro, subvertendo a regra de ouro do branding: em vez de exigir a pronúncia imaculada do nome da cerveja, decidimos abraçar as falhas, os sotaques e os apelidos locais.
O estopim dessa ideia precisava ser audacioso. Em plena final da UEFA Champions League, orquestramos um erro proposital de pronúncia ao vivo com os narradores da TNT Sports. A internet, como esperado, não perdoou e "corrigiu" em massa. Esse pico absoluto de menções orgânicas preparou o terreno perfeito para revelarmos a mensagem real: "Não importa como você nos chama, o que importa são os bons momentos". Com o caminho aberto, liderei a adaptação cultural da campanha, oficializando apelidos carinhosos como a nossa famosa "Verdinha" em todas as peças e ativações. O resultado imediato foi a humanização de uma gigante global, gerando uma identificação visceral com o consumidor.
Para dar ainda mais peso à narrativa, trouxemos dados para a mesa. Coordenamos a tradução criativa do Good Times Index global, transformando estatísticas comportamentais em pautas de lifestyle que cravavam a marca como autoridade em socialização. E para tangibilizar tudo isso no mundo real, coroamos a celebração no megafestival The Town. Lá, supervisionamos uma operação cirúrgica de PR que costurou entretenimento e influenciadores à sustentabilidade, ancorados pela plataforma Green Your City.
Transformamos uma data corporativa em cultura pop. Ao descer do pedestal e aceitar que é chamada de "Raineque", "Ainequem" ou "Verdinha", a marca não apenas estourou a bolha da mídia espontânea, mas estreitou de vez seus laços emocionais com o Brasil. O grande impacto do projeto foi provar que o verdadeiro legado de uma cerveja centenária não está na perfeição do rótulo, mas na capacidade de sentar na mesa do bar com o consumidor.















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